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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Prática de cruising entre homens aumenta no Alentejo


Durante demasiados anos, praticar cruising teve como única alternativa apenas os urinóis públicos, locais onde muitos homens tiveram oportunidade para poder conhecer outros homens com quem praticar sexo, com excepção de militares ou outros locais apenas frequentados pelo sexo masculino, actualmente tudo mudou, já não é necessário frequentar esses urinóis muitas vezes sujos e mal cheirosos, como fica demonstrado.  

O Alentejo continua a ser uma das regiões mais procuradas para a prática de cruising gay, a explicação pode estar na rudeza dos alentejanos dotados de boas ferramentas e bastante discretos e homens com H+.
Hoje um pouco por toda a região alguns bares, selectos espaços de turismo rural ou espaços públicos são locais muito procurados pela comunidade Gay e bissexual.

Deixamos alguns locais onde a prática do cruising entre homens é frequente:

Évora - Rossio de S. Brás, Mata do Jardim/Rodoviária
Montemor-o-Novo - Estrada para Évora, zona do Café Park
Campo Maior – Jardim da Av. – fim de tarde/noite - Paredão Barragem do Caia, (noite) – Estrada  N371 entre Campo Maior e Portalegre, gares da estrada durante a noite.
Arraiolos - Área de descanso, na EN4 (já foi melhor vandalismo praticado por tarado afastou clientela).
Estremoz – Jardim na zona do Lago do Gadanha e recinto da feira no Rossio Marquês de Pombal (melhores dias sábados parte da manhã e quartas feiras ao fim da tarde).
Vila Viçosa – Castelo e Miradouro da Varandinha, junto à Tapada, fim do dia
Beja - Parque de Merendas, fim da tarde e durante a noite, assim como gares do IP2 junto á cidade.
Elvas - Zona do Aqueduto e Arcos da Amoreira, durante a noite e área de descanso junto ao Varchotel -Estrada Nacional 4.
Portalegre – Zona industrial junto ao IP2, apenas durante a noite.
Veiros/Monforte – Área Descanso IP2 – Ribeira de Almuro/fim de tarde início de noite.
Área Descanso IP2 Assumar/Arronches (com um pouco de sorte a qualquer hora).
Redondo – Área do Campo de Futebol, durante a noite
Marvão – Antiga fronteira de Galegos, (camionistas e espanhóis / qualquer hora) – Portagem apenas durante o verão.
Ponte sor - Parque da Marginal (durante a noite) ou na Rodoviária
Mértola - Gares da Estrada Nacional N122 (IC27) saída para o Algarve.
Serpa – Estrada N260 saída para Espanha (gares)
Reguengos de Monsaraz – Estrada N 256 (gare grande na saída para Évora)
Moura – Estrada N255 (saída para Serpa) apenas durante a noite.

Certamente outros locais como em zonas costeiras do Alentejo, como a Comporta, Sines, Porto Covo, Vila Nova de Milfontes entre outros locais a prática de “cruising” seja frequente.

IMPORTANTE:
Agir com descrição e respeito nem todas as pessoas que param nestas zonas são praticantes da modalidade, Usar camisinha durante a relação sexual é a melhor e mais segura maneira de se proteger contra doenças... O uso correto da camisinha garante a segurança da relação. Previne doenças e gravidez porque evita qualquer tipo de contato entre as áreas... Seja você homem ou mulher maior de 18 anos, a camisinha é item obrigatório.

Caso conheça outros locais públicos com prática cruising e queira partilhar agradecemos a sua informação

terça-feira, 4 de junho de 2013

Guadalupe acolheu V Encontro Gay do Alentejo


Guadalupe acolheu o V encontro Gay do Alentejo que teve lugar no passado dia 1 de junho de 2013, na Extremadura espanhola.~

O encontro teve início com uma discreta vista o Real Mosteiro de Santa Maria de Guadalupe, seguindo-se um dia de convívio que se prolongou noite dentro, numa luxuosa dehesa propriedade de um empresário andaluz, situada na região.
No decorrer do encontro para além do convívio entre alentejanos e extremeños, foram tratados diversos assuntos do interesse de ambas as comunidades, tendo ainda sido decidido que o próximo encontro vai ser realizado em 2014 na zona de Vila Moura no Algarve.


No sorteio realizado entre os participantes durante o encontro e que consistia numa viagem para 2 pessoas a Cabo Verde, o prémio foi atribuído ao número 114.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Padre brasileiro que se declarou a favor de homossexuais é excomungado



O padre brasileiro Roberto Francisco Daniel, 48, que contrariou a Igreja Católica com declarações a favor de homossexuais, foi excomungado nesta segunda-feira (29) pela Diocese de Bauru (329 km de São Paulo), à qual estava subordinado. Com a decisão, padre Beto, como é conhecido, está proibido de celebrar cultos e de receber a comunhão.

Ele poderá receber a eucaristia somente na condição de leigo, mas desde que recorra da decisão e demonstre "verdadeiro" arrependimento pelos seus atos. Um processo para a demissão de padre Beto, pela Santa Sé, foi aberto nesta segunda-feira por um juiz instrutor cuja identidade é mantida em segredo. O juiz proibiu também membros da igreja de falarem sobre o assunto. Em nota, a diocese de Bauru informa que o comportamento do pároco caracteriza heresia e cisma, condutas que ferem o cânone 1.364 do Código de Direito Canónico.

 A pena para esses delitos é a excomunhão. "O referido padre feriu a Igreja com suas declarações consideradas graves contra os dogmas da Fé Católica, contra a moral e pela deliberada recusa de obediência ao seu pastor (obediência esta que prometera no dia de sua ordenação sacerdotal), incorrendo, portanto, no gravíssimo delito de heresia e cisma", informa a nota.

Excomungado da Igreja Católica por apoiar gays, padre Beto declarou: "Em outros tempos, eu já estaria na fogueira".

Tudo aconteceu após declarações registadas num vídeo publicado no Youtube, no qual o padre questiona dogmas da Igreja Católica e fala com aceitação sobre assuntos como bissexualidade e homossexualidade. Com a repercussão, o bispo da Diocese de Bauru exigiu que padre Beto se retratasse, mas ele preferiu pedir seu desligamento da Igreja e celebrou sua última missa no último domingo (28).

Em declarações à imprensa,  o padre disse que preferiu sair da Igreja a agir com hipocrisia. “Não falo isso com orgulho, mas sinceramente não estou triste nem frustrado com o final do meu relacionamento com a Igreja Católica. Estou simplesmente esperando essa nova etapa da minha vida e com muita vontade de fazer coisas boas, como fiz até agora. Saio com a cabeça erguida, que é melhor do que ser hipócrita. Não me arrependo de nada que eu fiz em meu sacerdócio, foram momentos muito bons em minha vida. Espero mais desses momentos agora como ‘Beto’ ou até como ‘padre Beto’, mesmo que excomungado”, disse.

Com pensamentos progressistas, padre Beto defende uma revisão na moral sexual da Igreja Católica. Segundo ele, há que se considerar questões como métodos contraceptivos, masturbação e diversidade sexual.

sábado, 30 de abril de 2011

O que é a homofobia

Homofobia caracteriza o medo e o resultante desprezo pelos homossexuais que alguns indivíduos sentem. Para muitas pessoas é fruto do medo de elas próprias serem homossexuais ou de que os outros pensem que o são. O termo é usado para descrever uma repulsa face às relações afectivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo, um ódio generalizado aos homossexuais e todos os aspectos do preconceito heterossexista e da discriminação anti-homossexual.

O que é o heterossexismo?

O termo "heterossexismo" não é familiar para muitos porque é relativamente recente. Só há relativamente pouco tempo é que tem sido utilizado, juntamente com "sexismo" e "racismo", para nomear uma opressão paralela, que suprime os direitos das lésbicas, gays e bissexuais. Heterossexismo descreve uma atitude mental que primeiro categoriza para depois injustamente etiquetar como inferior todo um conjunto de cidadãos.
Numa sociedade heterossexista, a heterossexualidade é tida como normal e todas as pessoas são consideradas heterossexuais, salvo prova em contrário. A heterossexualidade é tida como "natural", quer em termos de estar próxima do comportamento animal, quer em termos de ser algo inato, instintivo e que não necessita de ser ensinado ou aprendido.

Quando seres humanos dizem que algo é "natural", em oposição a um comportamento "adquirido" através de um processo de aprendizagem, geralmente querem dizer que não é possível desafiá-lo nem mudá-lo e que seria até mesmo perigoso tentar fazê-lo. No passado, dominava a ideia de que os homens eram "naturalmente" melhores nas ciências e no desporto e líderes natos, mas as mulheres tiveram a oportunidade de desafiar estas ideias e de mostrar o homem e a mulher numa perspectiva completamente diferente. Este desafio foi facilmente perpetuado assim que se começou a evidenciar que os homens são empurrados para posições de vantagem por uma sociedade que está estruturada para os beneficiar, um processo (a opressão das mulheres) mais tarde denominado de sexismo. Do mesmo modo, tem-se tornado evidente que a heterossexualidade, tal como a dita superioridade masculina, é tão natural, como adquirida. O facto de a maioria dos homens e mulheres a escolherem como a sua forma preferida de sexualidade tem por vezes mais a ver com persuasão, coerção e a ameaça de ostracização do que com a sua superioridade como forma de sexualidade.

O heterossexismo está institucionalizado nas nossas leis, orgãos de comunicação social, religiões e línguas. Tentativas de impôr a heterossexualidade como superior ou como única forma de sexualidade são uma violação dos direitos humanos, tal como o racismo e o sexismo, e devem ser desafiadas com igual determinação.


Manifestações de homofobia internalizada

1. Negação da sua orientação sexual (do reconhecimento das suas atracções emocionais e sexuais) para si mesmo e perante os outros.

2. Tentativas de mudar a sua orientação sexual.

3. Sentir que nunca se é "suficientemente bom" (por vezes tendência para o "perfeccionismo").

4. Pensamentos obsessivos e/ou comportamentos compulsivos.

5. Fraco sucesso escolar e/ou profissional; ou sucesso escolar e/ou profissional excepcional, como forma de ser aceite.

6. Desenvolvimento emocional e/ou cognitivo atrasado.

7. Baixa auto-estima e imagem negativa do próprio corpo.

8. Desprezo pelos membros mais "assumidos" e "óbvios" da comunidade Gay, Lésbica, Bissexual e Transgender.

9. Desprezo por aqueles que ainda se encontram nas primeiras fases de assumir a sua homossexualidade.

10. Negação de que a homofobia/o heterossexismo/a bifobia/a transfobia/o sexismo são de facto problemas sociais sérios.

11. Desprezo por aqueles que não são como nós; e/ou desprezo por aqueles que se parecem connosco.

12. Projecção de preconceitos num outro grupo alvo (reforçado pelos preconceitos já existentes na sociedade).

13. Tornar-se psicologica ou fisicamente abusivo; ou permanecer num relacionamento abusivo.

14. Tentativas de passar por heterossexual, casando, por vezes, com alguém do sexo oposto para ganhar aprovação social ou na esperança de "se curar".

15. Crescente medo e afastamento de amigos e familiares.

16. Vergonha e/ou depressão; defensividade; raiva e/ou ressentimento.

17. Esforçar-se pouco ou abandonar a escola; faltar ao trabalho/fraca produtividade.

18. Controlo contínuo dos seus comportamentos, maneirismos, crenças e ideias.

19. Fazer os outros rir através de mímicas exageradas dos estereótipos negativos da sociedade.

20. Desconfiança e crítica destrutiva a líderes da comunidade GLBT.

21. Relutância em estar ao pé ou em mostrar preocupação por crianças por medo de ser considerado "pedófilo".

22. Problemas com as autoridades.

23. Práticas sexuais não seguras e outros comportamentos destrutivos e de risco (incluíndo riscos de gravidez e de ser infectado com HIV).

24. Separar sexo e amor e/ou medo de intimidade. Por vezes pouco ou nenhum desejo sexual e/ou celibato.

25. Abuso de substâncias (incluíndo comida, álcool, drogas e outras).

26. Desejo, tentativa e concretização de suicídio.


Factos

- A homofobia/o heterossexismo/a bifobia/a transfobia são formas de opressão , não são simples medos.

- A homofobia/o heterossexismo/a bifobia/a transfobia estão infiltrados na sociedade.

- É difícil não internalizar as noções negativas da sociedade em relação à homossexualidade, bissexualidade e transgenerismo.

- Não temos culpa se internalizamos estas noções negativas.

- Há passos que podem ser dados para reduzir, ou mesmo eliminar, a opressão internalizada.

- Trabalhar para eliminar a opressão internalizada é um processo longo - por vezes de uma vida inteira.

Traduzido por Rita P. Silva de "Internalized Homophobia: From Denial to Action - An Interactive Workshop" de Warren J. Blumenfeld